Em meus sonhos ouvirei gritos e choros soluçando e me iludindo
Eu renasci no inferno e o desespero e medo tomam conta de mim
No meio da madrugada acordo pensando no que sonhei
E na verdade me afastei... De um coração solitário
E um jardim de rosas eu reguei com minhas lágrimas
Que faziam parte do meu coração ferido
E agora colhi o que plantei e na solidão engatinhei
E rastejando até você muito devagar
Com o segundo plano sendo executado, mas frustrado.
Um discurso melancólico e um olhar para ti.
Lágrimas caiam em cascata e eu nem sei mais aonde vou
O que o vento trouxe ele também levou
Não consigo ver seus olhos com meu coração aberto
Não consigo pensar em ti sem antes chorar
Mas sei que tudo isso vai acabar
Logo que você partir para sempre e a solidão logo voltar
Esse mundo vai ficar grande demais e as estrelas vão brilhar e te guiar
Para o alto lugar das esperanças que surgem
Onde há vidas que você conviva e não se iluda
Por que onde nasce amor também nasce ódio
Eu lutei por você, mas você não jogou por mim.
Eu chorei por você, mas você não cuidou de mim.
Eu sonhei com você, mas você não pensou em mim.
Eu pensei em você, eu briguei por você, eu te defendi.
Eu rezei por você e minhas preces não foram ouvidas.
E enfim, agora estou aqui de braços abertos, com um sorriso no rosto.
Olhando pra você com gosto, falando contigo, abrindo meu coração.
E você parece tão fria como se estivesse morta dentro de um caixão.
Minha alma queima em fogo no vime, a chama se acende e preciso saciá-la.
E de repente minha voz se cala, o coração fala...
Fala calmamente junto ao seu que não para.
E o silêncio prevalece e um de nós se esquece que essa fala é sem fim.
Mas é a voz que não se cala dentro de mim.
Eu morri pra você e nem sei qual foi o dia.
Só queria que um dia você ouvisse minha voz e em silêncio escutasse também meu pranto que chora mágoas só que com amor por ti.
O seu único beijo foi auto-suficiente pra saber que você ainda me quer.
E esse tempo todo eu imaginei e sonhei, foi terrível, mas ainda sei.
Que no dia que eu voltarei você aliviará minhas dores levará consigo meus pecados.
E por fim a travessia pelo rio das lágrimas frias que encharcam minha face e desbotam-se.
E por fim a despedida e o adeus, o último adeus e o partir sozinho, ferido por uma flecha que cruzou meu caminho.
Minhas cicatrizes se abriram, meu sangue ferveu meus pulsos cortados em fenda e você nem percebeu, meu sorriso acabou.
Minhas lágrimas frias caíram misturando-se a chuva.
Meu coração partiu você disse adeus, minha voz se cala agora e minhas memórias pertencem a você.
A noite vai ser longa e fria e suas lembranças vão decorar meus sonhos e atravessarem minha cabeça.
(Anderson Rubim Izolan)


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