O nascimento da tragédia
Afeta-me a existência.
Na sarjeta, na sarjeta.
O desespero me beija lentamente
Com seus lábios espectrais
Com a fúria de animais colossais
A idéia é a loucura e tudo aqui é desconexo e disléxico.
Texto marcado com sangue
E as feridas em cicatrizes
Com uma música fúnebre de despedida
E um olhar para ti e entendo que será o último
Podridão sai de baixo da terra
Proliferando vermes, bactérias e carniça.
A cachaça foi ingerida, a cocaína inalada.
O cigarro vaporoso foi fumado.
E agora é inserido a marca e o número.
A minha alma foi vendida e por sua vez trocada.
Meu espírito de Áries que é livre como o de câncer.
Me afeta a doença na coluna, me afeta nos ossos a infecção.
Tiram-nos a liberdade e a razão.
Meu últimos passos na escuridão me levam até o sepulcro.
O buraco que cavei e por vezes me deitei e dormia como um morto.
E acordava no sol da alvorada, em cima de um campo de flores mortas e árvores queimadas e de longes casas incendiadas, tudo ali sem vida alguma.
Tudo morto e sem futuro, tudo morto com um passado enterrado e vítimas sem vida.
A única saída era o caminho do céu, a escadaria para o paraíso.
Mas eu não tinha escolha, ou morria em pé com um tiro traiçoeiro e caia de joelhos ou então me atirava do abismo para sofrer a queda. (a ultima queda depois da decadência)
Nesse momento tudo me faz falta, mas dispenso certas coisas.
A solidão e o silêncio são meus maiores infernos.
Mas tenho que calar, ouvir a voz de anjos e demônios e parar para pensar.
No que devo fazer nas próximas horas, amostra de suicídio, sangue e dor.
Agora imortalizei você em minha alma
E minha mente se abre pra pensar em ti
E olhar o céu e o mar
Água da minha fonte
Carne de minha carne
Sangue do meu sangue
Espírito que anda junto comigo
Você é a flor morta do meu jardim
E as rosas negras da primavera
Você estava tão perto de mim
E eu morrendo após ver o teu sorriso na janela
Quero vê-la abrir minhas veias e ver sangrá-las todas
Agora vão ao ar todos os gritos e berros suaves que gemem...
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