sábado, 11 de fevereiro de 2012

Apogeu


Parece que o tempo me escravizou mais uma vez
Mas no silêncio eu permaneço calado
Seguindo seus passos na areia
Imaginando que um dia seria todo seu (!).
...
Estou tão pesado
Pareço estar atravessando um milhão de meteoros
No universo, mas sobrecarregado de energias explosivas.
Como um velho canhão
Que um dia foi destruído
Pela ferrugem da chuva
...
Infelizmente ainda estou vivo
Para mostrar que aos poucos
Vou me fechando num covil
E ausente de sua presença
Tão confuso e pensativo
Destituído de palavras
Coração ferido por estilhaços
...
Comestível como tangerina podre
Sem sentimentos como uma alma morta
Reflexões e imaginações do outro lado
...
Misturando um pouco de saudade e sentimentos negativos
De volta a realidade novamente aqui perdido.
Eu levo com fé a vida que sobrou
Para nunca mais sonhar no verão

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