Abra sua janela
No dia mais cinzento do inverno
É a morte que me espera
Escute meus gritos sufocados
Se agarrando aos ventos
Invadindo a canção
Na calmaria do silêncio
Subindo as paredes
Ao andar sozinho
E sinta agora minhas lágrimas
Caírem com a chuva
Descendo em cascata
Até o próximo pensamento
Até o próximo momento
Eu jamais te odiei
Eu jamais te maltratei
Eu jamais te matarei
E nunca mais te desejei
Sinta o vento da aurora
Bater em sua face agora
Abra sua janela e veja
Quanta vida esta lá fora
Com palhaços espectrais
Animais colossais
Felicidade e tudo mais
Gira em nosso mundo
Cores de um arco-íris profundo
Que jamais voltou ao céu
Numa tarde nebulosa
Após um dia tempestivo
Em noites frias estive dormindo
No leito de uma vendida
Morri por vezes em seus lábios
E por ultimo sofri calado
Jogando tudo pra trás
Guiado pela solidão
E pela doença que me afeta a existência
Com pancadas no coração
Suas lembranças me perseguem
Agora direi quem é você
A mais nova companheira
De madrugas de tortura
Calma! Droga, triste decepção.
Calma! Droga, louca perseguição.
Meus caminhos se fecharam.
E absorvo agora toda negatividade triste.
Para morrer no jardim dividido
No vale das almas descontentes
Até meu corpo navegar no mar
Gélido das manhãs de inverno
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